para empresasnovembro 14, 2016

MVP Summit 2016 – Eu fui, eu tava

Este ano fui pela segunda vez ao MVP Summit, e o que é isso Norton? Explico. O MVP Summit é o evento anual que a Microsoft faz em Bellevue e em Redmond, no estado de Washington, aonde fica localizada a sede da empresa e reune MVPs do mundo inteiro.

MVPs são, basicamente, premiados da Microsoft pela sua contribuição no último ano na comunidade, e nós MVPs temos alguns benefícios que incluem, mas não se limitam a: MSDN Subscription, Office 365 Subscription e, o melhor deles: o Summit!

São 4 dias de eventos na sede da empresa, com sessões incríveis e momentos memóravies que só podem ficar entre a gente. É meio que o clube da luta. Tudo está sobre NDA (acordo de confidencialidade), então: nada de foto, nada de espalhar o que está acontecendo lá.

Já dá pra imaginar que o conteúdo que recebemos lá é bem bacana né? Mas eu particularmente não acho que esta é a melhor parte do evento, e sim o networking. Se conectar com várias pessoas que também são apaixonadas por ajudar, colaborar, criar e pelos produtos que você também é apaixonado não tem preço. Além é claro de entrar em contato direto com os times de produtos da Microsoft.

Ah sim… Levei a bandeira que eu fiz do Windows Insider Program, porque está foi a maior reunião de ninjacats do mundo! 😉

para vocêabril 25, 2016

#UmAnoAtras – Visitando o Microsoft Campus

Os minutos já não passavam tão rápidos quanto eles deveriam. Era 4 da manhã e eu já estava acordado, culpa da ansiedade e do fuso horário. Com muito custo chegou 8 horas da manhã. No elevador já encontrei mais um dos ganhadores. Já era o dia perfeito, sabe o que ajudou ele a ficar ainda mais? Ser recebido na recepção calorosamente pela equipe que iria nos guiar e pelo Gabe Aul. Sem falar do Surface Pro 3 que foi dado de presentes. E a próxima hora seria um bate-papo muito interessante entre a equipe, o Gabe Aul e dois engenheiros de software do alto escalão da Microsoft. Entre os assuntos abordados (além das diversas culturas presentes da mesa), estava o motivo dos chefões da Microsoft usarem celulares básicos (no caso o Lumia 640) e sobre telas azuis de morte.

O tempo foi passando, e com o final do café da manhã, iriamos para o prédio 37 onde ficamos a manhã toda em uma sessão de ideias de como melhorar o programa Insider. Conhecemos pessoas fantásticas ali. Havia até câmeras nos filmando e tirando fotos, agora sim estava sentindo-me a cara da riqueza. Infelizmente não posso falar o que conversamos neste ponto, mas posso falar que eles [a equipe do Windows Insider] realmente ama feedbacks! Em todo momento eles estavam nos agradecendo por dar tantos feedbacks. Era impossível dizer quem estava mais feliz ali, eles ou nós. Quer dizer, acabamos de ganhar uma viagem, conhecemos o Gabe Aul e muitos outros, ganhamos um Surface Pro 3, e eles pareciam mais agradecidos e felizes que todos nós juntos. Foi insano. Foi incrível. Não preciso nem falar que existe fliperamas por todos os lados e refrigerante, sucos, café e qualquer (QUALQUER) bebida-não-alcoólica de graça.

Não posso negar nem confirmar a presença de um unicórnio mágico, mas posso dizer que eles têm um gato que gosta de unicórnios.

Ao final da manhã do primeiro dia fomos para o prédio 33, também conhecido como o Executive Briefing Center, onde o MVP Summit geralmente acontece, e onde foi o palco da primeira Build Conference. O prédio é simplesmente incrível. Lá possui a maioria [se não todos] os prêmios da Microsoft. Têm até um pedaço do muro de Berlim lá, dado de presente ao Bill Gates. Ao entrar no segundo andar do prédio foi pedido para que deixássemos nossos equipamentos eletrônicos em uma sala separada. A equipe de filmagem e fotografia não puderam entrar. Então, óbvio, não vou poder contar o que estava naquela sala. Sei que é meio chato isso de “hey, vou te contar um pouco da minha viagem” e de repente “eu não posso te contar isso”, mas é isso que eu posso contar. NDA. Sorry.

Ao sair dali fomos encaminhados para um pequeno improviso, no piso de baixo estava acontecendo uma apresentação em que os Windows Insiders eram mencionados, tanto que usaram um pedaço de cada vídeo nosso. No improviso fomos para a frente de todos, nos apresentamos rapidamente, e então o que me fez mais feliz ainda, a fala: “Vimos que alguns dos participantes têm android ou iPhone, vamos resolver isto”, e entregaram um Lumia 1520 para cada um de nós. Uau! Eu iria comprar este aparelho se eu não tivesse ganhado.

Depois fomos a sala mais silenciosa da américa. A sala em si foi mais cara que o prédio inteiro, e nem tem piso. A sala além de ser a mais silenciosa do mundo, ela também suga o som. Não há eco. A experiência de bater palmas é completamente diferente lá, nunca baterei palmas da mesma forma. Ballmer costumava dormir lá, eu acho. Chega a ser incomodo, quando entramos na sala (um grupo pequeno de cada vez) é pedido para ficarmos em silêncio por 30 segundos, somente para os nossos ouvidos acostumarem com tamanha quietude. Mas ok, por que investir em uma sala tão silenciosa?  Qual a vantagem disto? Simples, todos os equipamentos de hardware são testados lá, para ter certeza de que não fazem nenhum barulho além do necessário, ou o mínimo possível. Microfones também são testados naquele local (têm até um manequim para simular uma pessoa falando), inclusive o Kinect e o Xbox One foram testado lá. É simplesmente um lugar fascinante.

Ao sair do lugar mais silencioso do mundo fomos ao laboratório de hardware da Microsoft, onde basicamente todos os dispositivos são feitos, inclusive o Microsoft Band. Reparamos que o diretor daquela equipe estava com uma Band diferenciada, uma branca. Acreditávamos que seria a Microsoft Band 2, mas estávamos enganados. Segundo ele, somente as pessoas da equipe da Band ganharam uma versão branca em homenagem a um engenheiro da equipe que veio a falecer a pouco tempo. Ao sair do laboratório de hardware fomos ao último local que esperaríamos encontrar na Microsoft: uma academia! Sim, meus caros leitores e leitoras, uma academia! Mas porque diabos teria uma academia dentro da Microsoft: simples! Para testarem a Microsoft Band. Aparentemente o local, recentemente inaugurado, era liberado para todos os funcionários da empresa, com uma condição, estarem vestindo uma pulseira para poder coletar dados e melhorar a qualidade do produto. Do lado de fora? Campo de futebol, pista de corrida e campo de tênis.

A partir daí já não iria me surpreender com mais nada encontrado na empresa, quero dizer, já não me surpreendi tanto quanto a academia, pois antes dela fomos em um local sobre o qual não posso nem falar que existe por medo de um NDA. Mas fomos para o prédio onde o Xbox foi originalmente feito. Durante a criação do primeiro Xbox o prédio ficou fechado para que ninguém além da equipe diretamente envolvida na criação dele pudesse entrar. Imagino que nem Gates poderia ver o que estava sendo feito ali. Mas o que eles queriam nos mostrar eram as várias salas disponíveis lá para que os produtos fossem testados. Um tipo de Big Brother Brasil, várias salas de estar onde as pessoas entram para jogar no Xbox ou usar algum aparelho, e que você é vigiado constantemente. Isso para ajudar a melhorar o produto e a interface dele. Foi mostrado alguns exemplos de melhorias muito interessantes que foram descobertas por estas salas. Também fomos apresentados a um monitor capaz de rastrear exatamente onde a você está olhando para a tela. Com esse tipo de tecnologia que é possível saber a melhora forma de fazer uma experiência de usuário incrível.

Durante o primeiro dia fomos ainda a três reuniões com big-dogs lá da Microsoft, principalmente na questão de marketing. Mas devido ao NDA, já sabe… Tá já entendi, se eu não for falar o que eu vi lá para que falar que eu fui lá. Sabe como é, né? Um pouco é melhor do que nada. Talvez um dia você possa experimentar um pouco disso, afinal, impossível não é. Finalizamos o dia com um jantar incrível perto do hotel. Gabe Aul ficou conosco o dia inteiro, ele é simplesmente muito atencioso e muito, mais muito, humorado! Uma das melhores pessoas que você pode conhecer na vida. Sério.

E vamos para o segundo dia, e particularmente o dia em que eu estava mais ansioso. Nós estaríamos com o Joe Belfiore.

Joe Belfiore é somente o responsável pelo Windows como um todo: Mobile e PC. É, geralmente, visto em todos os tipos de apresentação da empresa, especialmente a Build Conference. E lá estávamos, tomando um café da manhã com ele e podendo perguntar muitas coisas, inclusive (a pergunta que mais foi comentada) é se seria possível usar um celular da forma que usamos um computador, já que o Windows seria o mesmo. A resposta foi negativa, apesar de que alguns dias depois foi anunciado a função Continuum, que faz exatamente isto. No vídeo que está aqui embaixo é possível ver um pouco mais de detalhes deste encontro.

Ao sair dali fomos o laboratório de teste de telefonia celular, ou seja, um local onde é possível testar os celulares produzidos pela empresa em todos os sinais de todas as operados do mundo todo. Isso não é pouca coisa. Testes de software pesados são feitos diariamente, ou melhor, a cada vez que uma nova versão do sistema é compilada, o que acontece mais de uma vez por dia, isso em vários e vários aparelhos. Testes de hardware também são feitos lá.

De lá fomos para outra reunião improvisada, onde um engenheiro de software, do qual não me recordo o nome, mas também um big-dog lá, reforçou o quanto estavam felizes de ter Insiders lá na empresa e que nós [insiders] somos muito importantes para o futuro do Windows 10. Também discutimos a possível morte [agora confirmada] do Windows Media Center.

E fomos para o estúdio H, simplesmente o local mais bonito do Campus inteiro na minha opinião, é claro, o local onde é realizado o design do Windows não poderia ser feio. Podemos conhecer os locais e as pessoas responsáveis por fazer o sistema parecer o que parece, e conhecemos os líderes de cada área do sistema, como o responsável pela experiência de design, o responsável pelo Edge (na época chamado de Project Spartan), o responsável pelo OneDrive e Windows Hello e alguns outros líderes onde podemos perguntar o que quiséssemos e mandar o feedback diretamente para eles.

Uma vez finalizado com o time do Windows fomos para o time do Surface Hub e o produto foi apresentado para nós. E que produto, que hub. Eu quero um negócio desse na minha casa, melhor que um Xbox! Sério! É o produto perfeito para empresas (não fui pago para fazer esse merchan, é natural mesmo!). Só não visitamos a fábrica do Surface Hub pois eles estavam parados no dia, ficou o gostinho de quero mais. Ao fim da palestra duas coisas aconteceram: levei um baita spoiler de Grey’s Anatomy, pois no final da palestra fora mostrado nos resultados do Bing Images o Patrick Dempsey, ator que faz o Derek Shepard em Grey’s e que teve o seu personagem morto pela showrunner. E claro, dei uma de brasileiro, e fui desenhar uma bandeira do Brasil no Surface Hub. Porque claro, BR na veia!

De lá fomos a garagem da Microsoft, um local lotado das mais diversas impressoras 3D e algumas invenções malucas dos funcionários da empresa, um local com todas as ferramentas necessárias para deixar a sua criatividade correr solta. É um dos locais mais criativos da empresa e é de lá que saem muitos projetos bacanas. Após isto, ainda no mesmo prédio fomos visitar a equipe de Internet das Coisas, e acabamos ganhando um kit para montar nossos próprios robôs.

Depois de ter passeado pelo gigante campus da Microsoft, todos nós nos despedimos comendo um bom hambúrguer americano e com bons papos.

Há mais detalhes a ser contato? Claro que há! Perguntem sobre a viagem ou qualquer coisa nos comentários e eu responderei da melhor forma possível! E com certeza irei falar mais sobre essa viagem em alguns outros textos que eu for escrever neste blog, então já sabe! Fique ligado, todo dia útil tem postagem aqui! Comentem e compartilhem, tire Insights sobre os meus Insights e faça grandes coisas.

Essa semana estarei falando mais sobre Microsoft, sobre os contatos que fiz lá, o prêmio MVP e até o Imagine Cup! Fique ligados! Na próxima semana estarei falando mais sobre minha vida pessoal e alguns projetos que estou lançando.

para vocêabril 22, 2016

#UmAnoAtras – Primeiro dia nos EUA

A ideia deste blog não é para que eu conte mentiras ou oculte o que eu tenho feito. É para contar a verdade nua e crua, doa a quem doer, queira ou não queira saber e se importe ou não. Mas já que é para ser sincero, confesso. Ficava (se não ainda fico), com muita, muita, muita (perceba que eu enfatizei bem o muita) inveja de quem fica viajando para a América do Norte ou qualquer outro lugar. A inveja diminui na hora que vejo eles voltando, idiotas, tiveram a chance de viver o sonho americano e voltaram. Tudo bem que eu também voltei, mas eu voltei apenas para dar um alivio para quem estava com inveja de mim (não por medo de estar em um lugar completamente estranho e sozinho, isso não tem nada haver).

O fato é que finalmente estava realizando um sonho. E é aqui que eu geralmente erro. Não, não é um sonho, vários sonhos de uma única vez. Sorte? Não! Fazer por merecer!

Avião, foi tão corrido chegar nele!

Lembro que, na volta do Rio de Janeiro para Cachoeiro de Itapemirim, seis horas de ônibus, tive muito tempo para pensar, e eu pensei. Pensei que uma viagem de avião seria bem mais confortável que ônibus e comecei a listar os fatores, no total foram 20 pontos em que o avião é melhor que o ônibus. Não, não era a minha primeira vez em um avião, isso foi culpa da ansiedade. Ok, não vou falar de viagens de avião, isso é para outro post.

Eu estava preocupado, mal tinha saído das terras brasileiras e já estava preocupado, seria dez horas de voo nas quais eu não iria dormir. Eu teria entorno de uma hora para sair do avião, passar pelo processo de alfandega, pelo processo de imigração e claro, achar aonde estaria o meu próximo voo no maior aeroporto do mundo, o aeroporto de Atlanta, GE. Eu consegui passar por esse processo tranquilo. Não! Tranquilo não! Sai da raio-x, que é muito mais invasivo que o nacional e para o guichê de informação querendo saber onde é o meu voo, que por milagre do destino, era a poucos passos dali, e já estava chamando o meu nome. Fui correndo para o portão, somente lá que eu parei e amarrei o tênis, coloquei o cinto, blusa e óculos, até o presente momento, foi, literalmente, corrido.

5 horas de voo depois, chego a Seattle, claro que já entando visualizar o campus da Microsoft pela janela. Cheguei, desembarquei, sai correndo atrás da minha mala, e encontrei o Erick.

O Erick, russo, mas principalmente, motorista de uma limu. Tenho que confessar que não tive nem condições de aproveitar a limusine, estava tão, tão, tão cansado que eu só queria chegar no hotel. Mas foi legal ver o meu nome em uma plaquinha e ter um motorista me esperando. Ahhh, doces lembranças, queria que fosse assim todas as vezes que eu saísse de um aeroporto. Fui a cara da riqueza, não porque eu quis, mas porque eu estava tão cansado, foram dez horas de voo das quais eu não dormi, mais 5 horas de outro voo que eu também não dormi. Eu simplesmente não estava me importando, e o fato de não estar me importando me fez perceber que eu estava a cara da riqueza.

Sonhos se realizam, mas é o trabalho duro que faz com que ele aconteça.

E aí vem a parte deliciosa da história: a cama do hotel. Nossa, que cama! Deitei, relaxei. Levantei, fui colocar meu celular para carregar [havia morrido dez minutos antes de chegar em Seattle], e: a tomada era diferente. Eu acreditava que ser ansioso prestasse para algo e fizesse você prever alguns problemas, aparentemente esqueci que a tomada lá fora é diferente do padrão brasileiro. Não acredito, eu cansado como estou, não vou poder dormir, e sim teria que sair e comprar um adaptador de tomada. Mas aonde?

Levanto, saio do quarto, coloco o meu pé para o lado de fora do hotel, quando ouço uma voz me chamando: “Espere! Na hora que você voltar têm um pacote de presentes de boas-vindas para você.”. Havia a palavra presentes, e eu amo coisas grátis. Por um momento esqueci do meu celular, e peguei o presente. Ali mesmo conheci uma das 9 outras pessoas que embarcariam na viagem comigo, a Kimberly. Rapidamente nos entendemos bem, e enquanto esperava ela fazer o check in no hotel, fui até o quarto e abri a minha sacola de presentes. Lá existiam coisas maravilhosas, e tudo o que eu precisava na hora: uma garrafa de água (no hotel era extremamente cara e já eram 14 horas local (mais 4 horas de fuso) e eu não havia tomado água antes), um power bank, um acordo de confidencialidade, uma carta de boas-vindas,  um cronograma do que seria os próximos dois dias, e principalmente: um carregador universal de tomadas. Meu celular ressuscitou.

Percebe Ivanir, a competência de empresa em pensar em todos os detalhes?

Curtindo o momento em uma das praças de Redmond, WA

Desci e encontrei com mais dois, um da Índia e um da República Checa, e fomos comer no Subway, afinal de contas, até o presente momento, não havia comido nada e havia esquecido completamente que o meu corpo precisava de algo a ser ingerido que não fosse água.

Ficamos ali, na praça, no centro da cidade. Estávamos sozinhos,  conversando sobre o que seria os próximos dias, as diferentes culturas do mundo, e principalmente, a incrível semelhança com “A Fantástica Fábrica de Chocolates”.

Uma vez no hotel, apaguei. Acordei somente no dia seguinte. Nem coloquei despertador, sabia que minha ansiedade e o fuso horário iriam me acordar na hora certa. Se eu tinha que estar de pé as 8 horas, eu estaria as 4 horas da manhã. Bom, mas aí já é o outro dia, não vou dar spoiler da postagem de amanhã!

para vocêabril 21, 2016

#UmAnoAtras – Preparação, corre que dá certo!

É possível resumir o mês de abril do ano passado em uma palavra: Correria. Sério, sem brincadeira. Você já deu uma olhada nos prazos para conseguir agendar um passaporte? E para ele estar pronto? Isso sem falar do visto.

Cachoeiro de Itapemirim, dia 30 de março. Faço a ligação para falar com os meus pais e meus melhores amigos sobre a viagem. Por um lado, todos comemoram,  por outro, a preocupação invade qualquer sensação. Meus pais haviam passado pelo processo de retirada de passaporte em Cachoeiro, e levou semanas, se não meses, para poderem ir até a Polícia Federal fazer o documento. Ganhei a viagem, e ela seria dia 21 de abril. Apenas 22 dias corridos, e havia três feriados no meio termo, sendo dois prolongados. Fazer o passaporte em Cachoeiro seria impossível. Fomos até Vila Velha, onde havia a possibilidade de fazer o passaporte no dia primeiro de abril.

Cachoeiro de Itapemirim, dia 31 corremos para pegar todos documentos que precisava, inclusive os que estavam na minha cidade natal, duas horas de distância de Cachoeiro. A correria também foi grande para poder mandar um fax para a Microsoft com minha assinatura dizendo que eu aceitava o prêmio. Imagine que, já é difícil encontrar um fax, ainda mais um funcionando.

Vila Velha, 1º de abril. Acordei era madrugada, o horário em Vila Velha era o mais cedo possível. 10 horas. Sai de Cachoeiro e fui para lá, ainda esperei algumas horas no shopping de lá, que estava fechado. O processo do passaporte foi o mais simples de todos, mas isto não quer dizer que eu não estava preocupado. O passaporte demora alguns dias úteis, mais do que eu podia esperar.

Vila Velha, 8 de abril. O passaporte ficou pronto. Aliais, o passaporte iria estar pronto no dia seguinte, mas resolvemos [eu e meu pai] dar uma de João sem braço com a Polícia Federal e ir em Vila Velha assim mesmo. Passaporte na mão. E aqui está uma coisa bem maluca, se não tivéssemos arriscado em ir atrás do passaporte mais cedo que o recomendado, não conseguiria ir na viagem. 

Cachoeiro, 8-9 de abril. DS 160. Só quem já foi aos Estados Unidos sabe como é. Um formulário enorme com perguntas fáceis como: ou “Você é um terrorista?” ou “Você sabe manusear bombas?” ou “Você tem intenção de atacar os Estados Unidos da América?”, perguntas difíceis, como: “Qual o dia, mês e ano da sua formatura do ensino infantil?” e perguntas que eu não tinha a resposta mas consegui assim mesmo, como: “Hotel em que ficará?”, “Quais os voos que será utilizado?”, entre outras.

Com tudo isto respondido, agora a questão é: Consulado. Conseguimos agendar para o dia seguinte (dia 10) o CASV. O processo para o recebimento do visto americano é em duas etapas, CASV e Consulado. Você fica tenso em ambas. Embarco para o Rio de Janeiro no dia 9 de abril as 17:35.

Rio de Janeiro, 10 de abril. As 10 horas da manhã o processo do CASV estava concluído.

Consulado Americano, 13 de abril. Sabe, a menos que você seja um alien, se você foi ao consulado, sabe como é. É um rito. Uma passagem para um novo estilo de vida. Pontualíssimos, organizadíssimos, com muita segurança e muita criatividade. Digo isso pois não sei de quem foi a ideia de não permitir entrar com celulares ou qualquer eletrônico do tipo. Provavelmente só para te deixar mais tenso. Sua vez vai chegando e você vai escutando as histórias de pessoas que não conseguiram o visto, não importava o quê. Energia positiva? Duvido um hippie estar positivo em uma hora dessas. Sou ansioso. Morri de medo. Eu tinha uma carta da Microsoft, e ainda sim estava preocupado. Hoje eu sei que é tranquilo, mas na hora, na primeira vez, com quase ninguém para te falar como é?. Eu sei que foi um dia tenso, principalmente porque você sabe que se você der um mero deslize, iria perder a oportunidade da sua vida. Por mero deslize eu digo, mas não limitado a: sussurrar bem baixinho a 12 km do consulado a palavra bomba.

Tive medo de serem feitas perguntas que eu não sabia, de pedirem documentos que eu não tinha, mas não. Poucas perguntas, nenhum documento pedido. Visto concedido. O passaporte ficou com eles. Como eu não acreditei, e não consegui ouvir direito o cônsul dizer “Visto concedido”, eu saí do local meio tonto e me perguntando o que acabará de acontecer. Demorei alguns segundos para entender. Viva! Eu iria para os Estados Unidos! Ainda não. Eu precisava pegar o passaporte.

Lendo assim parece que não foi tão corrido. Mas duvido que você consiga um passaporte e um visto em apenas 13 dias corridos. O prazo de um deles é 20 dias úteis.

CASV, 14-15 de abril. E vamos dar uma de João sem braço de novo. O CASV iria me mandar um e-mail quando o visto estivesse pronto, mas, como não tinha tempo, fui até eles na manhã do dia 14, a mulher supersimpática disse para voltar à noite, pois a entrega dos vistos é feita nessa hora, e se o meu já estivesse sido cadastrado poderia levar àquela hora. Dia 15 voltei lá, e peguei o passaporte com o visto. Agora sim, ninguém poderia tirar a viagem de mim.

Aeroporto Galeão
Minutos antes de embarcar

Espera Feliz, 21 de abril. É chegada o dia. Ansioso como de costume, não consegui dormir. O avião irá decolar as 23:15. DL60. Rumo a Atlanta. Rumo a terras não-tupiniquins. Rumo aos Estados Unidos da América. O melhor dia de todos. 10 da manhã já estava na estrada a caminho do Galeão. No meio do caminho, uma parada para descansar e arrumar as últimas coisas que faltavam. E foi-se o dia.

Moral da história: As coisas acontecem quando a oportunidade alcança quem está preparado, ou quem está interessado verdadeiramente a fazer o que for preciso. Foram 7 viagens feitas no período de 1-15 de abril, foi preciso ir contra todos que estavam dizendo ser impossível, contra prazos. E pedir aqueles que você nem conhecia ajuda. Ainda há quem acredita que eu ter ido em uma viagem dessas foi sorte.

para vocêabril 20, 2016

#UmAnoAtras – O melhor pior dia da minha vida

No dia 11 de março a Microsoft publicou uma notícia, que mais tarde viria a mudar a minha vida por completo: O concurso do Windows Insider que daria aos ganhadores uma viagem para Redmond conhecer a sede da empresa. Era bem simples a participação do concurso, bastava gravar um vídeo falando sobre o Windows 10 e o Windows Insider Program.

Prédio 37 de Microsoft
A primeira foto que tirei do prédio da Microsoft. Prédio 37.

Eu vi este concurso e pensei, apesar de ser um pensamento cliché, “Wow, que foda! Mas não tenho chances”. De fato, não tinha, pois eu não estava interessado em gravar um vídeo meu e claro, seria só para quem morasse nos Estados Unidos da América. Mais tarde descobri que era para todo o mundo. Ainda fiquei naquela de não posso fazer isso. Dois dias antes do prazo final para o envio do vídeo aceitei um desafio: de começar a dizer sim para as coisas que mais me assustam. Já nem lembrava mais dele, mas o universo fez aparecer a ideia enquanto eu estava dormindo. Rapidamente pedi ajuda a um grande amigo criativo para me dar dicas de como fazer um vídeo descente. Passei o dia montando um vídeo, e no final, o vídeo foi totalmente diferente.

Um dia antes do prazo final, sem internet em casa, fiz o impossível para baixar um software de edição de vídeos, fiz um vídeo gravei o áudio e publiquei. Foi um dia louco. A conexão da internet no shopping estava de mal a pior, metade da cidade estava sem luz. Estava 38º Celsius e eu andando – correndo – de um lado para o outro a procura de um WiFi aberto. Na minha faculdade tinha, mas não permitia fazer downloads de softwares nem uploads de vídeos. Um dia, 24 horas. Pensei em desistir várias vezes porque neste corre-corre fiquei extremamente irritado e irritei todos a minha volta (desculpa ai). Mas no fim do dia pensei se eu não tivesse passado por essa correria eu não iria me perdoar. Foi o pior dia do ano, com certeza. Mas faria de novo, porque, o resultado deste péssimo dia, vocês sabem: uma viagem para a Microsoft.  

Algumas vezes é preciso ter um pouco de fé. E de todas as experiências que eu posso tirar deste péssimo dia e da viagem em si é: tente. Simplesmente tente. Não é impossível se você tentar.

Claro que, enquanto eu estava esperando eu pensei em quantas pessoas poderiam já ter feito um vídeo, e principalmente: quantas pessoas não leram a regulamentação do concurso e já foram desclassificados por não ter visto o tamanho do vídeo (de 1:30 até 3 minutos). Eu só sei que meu vídeo teve 1:28, e quando está pronto para mandar (já com o upload pronto), vi esse detalhe na regulamentação. Acrescentei mais 3 segundos e fiz meu vídeo ter 1:31, um segundo a mais do necessário só para ter certeza. E olha, se não tivesse feito isso, eu realmente estaria fora da competição. Um dos organizadores, que nos acompanhou no tour, disse que todos os vídeos com menos de 1:30 e mais de 3 minutos foram desclassificados automaticamente.

Só sei que, dia 30 de março, no meu aniversário, recebi um e-mail, sem esperar, do Gabe Aul dizendo que eu fui selecionado para ir para os Estados Unidos. Simplesmente inacreditável.

A partir daquele momento, meu desafio seria conseguir passaporte e visto para os Estados Unidos em 20 dias corridos e superar minha ansiedade.  Mas este é o texto de amanhã!

 

para vocêabril 19, 2016

#UmAnoAtras – Sobre a série

No último ano fiz uma viagem que mudou  a minha vida, sem brincadeira. Tanta coisa aconteceu de lá para cá, e eu irei falar sobre cada uma delas neste blog. Mas para começar, vou compartilhar um pouco desta jornada.

Dia 21 agora (abril de 2016) vai fazer um ano em que eu pousei em terras não-tupiniquins. Quem me conhece sabe que sou nostálgico e medroso de esquecer essas memorias, resolvi escreve-las e publicá-las. Mas além disso, é uma história sobre ir além dos seus sonhos e principalmente: uma prova de que não existe sorte, existe a oportunidade que chega para quem está preparado e disposto a trabalhar duro para conseguir alcançar seus objetivos.

Embarque comigo, nos próximos seis dias em uma jornada que mudou a minha vida. 😉